DDM? E o Warhammer?

Definitivamente, troquei de opinião em relação a meu jogo predileto. Antes fanático por Warhammer (e até mesmo Warhammer 40k, sua versão futurista e mais simples), vi sábado que minha praia agora é Dungeons & Dragons Miniatures. Joguei um torneio na Anime Rio Store, atual reduto de alguns jogadores cariocas de W40K, e vi que este, definitivamente, não é mais minha praia.

Antes achei que ia rolar aquela saudade de jogar umas partidinhas de 40k, mas nem vontade de parar pra olhar um jogo rolou. Pois é, a fila anda, e neste caso andou mesmo.

Reproduzo abaixo uns motivos relativos a mudança:

1) O desafio no DDM é enorme. A cada 3 meses saem minis novas, e seus warbands (ou parties, lembrando mais o RPG) vão se tornando obsoletos e fáceis de ser derrotados. Ou seja, é necessário estar sempre estudando, pensando em táticas... a velocidade dos lancamentos torna o jogo mais dinâmico. A party com q ganhei o último torneio da loja Gameland a umas 6 semanas atrás, por exemplo, hj está ultrapassada. A variedade de mapas e regras especiais específicas aos mapas adiciona ao fator estratégia, tornando o jogo mais "challenging" (qual a tradução pra isso?).

2) O apelo para o (ex-) jogador de RPG é enorme. Se vc joga RPG, quantas vezes enfrentou "fuzileiros espaciais armados de serras elétricas"? Muito menos que kobolds, orcs, beholders e até mesmo dragões, com certeza. No brasileiro, minha party consistia em helmed horrors, monks, kobolds e até um rakshasa! Pra qqr jogador de RPG isso é maneirissimo.

3) A distribuição desse jogo o torna extremamente viável. Vc não precisa contar com a boa-vontade de um colega para trazer, de um fiscal da receita para liberar ou com a assiduidade de um pirata - basta ir em uma das centenas de lojas de RPG, Comix e afins e comprar uns boosters. E ainda tem o e-bay (e eu! - Por exemplo, isto aqui é um leilão meu )para as avulsas! Os boosters custam a partir de R$30, e se vc der sorte, uma mini paga todo o booster!

4) O valor de revenda é igual ou maior que o pago pelas minis. Tenho minis que custaram R$30 na época da compra e hoje valem R$120.

5) Temos mais de 500 jogadores no Brasil... só o forum brasileiro de DDM tem 378 cadastrados. Isto aumenta muito o desafio. O Brasileiro teve cerca de 50 inscritos. Eu joguei 7 partidas, se tivesse ido até o final teria jogado 10. Enfrentei 6 parties diferentes, e mesmo q vc fique viciado, inevitavelmente vai jogar contra algo que nunca viu.

6) Se vc gosta de participar de eventos, temos praticamente um por semana no Rio de Janeiro.

7) O jogo é altamente social. Todos eventos de DDM são festas. Vem gente de SP, de Juiz de Fora, de MG, do Paraná, do sul... e tem até menina jogando!

8) A durabilidade das minis é BEEM maior, pois são de um composto de plástico com borracha. Isso tira os detalhes, mas sua mini de R$200 pode cair no chão a vontade que nada acontece com ela. Eu carrego minha party no bolso da bermuda, por exemplo...

Em termos de wargame, eu até prefiro o Flames of War, mas com a excassez de jogadores deste jogo australiano, no momento vou de DDM mesmo :)

outubro 2, 2006 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (0)

Abaixo a hipocrisia!

Bom, mais uma vez desisto do forum de warhammer brasileiro. A hipocrisia reina absoluta ali, onde temos apoio a pirataria, censura de posts que são contrários a "ideologia" dos moderadores (ou seja, se você critica o que é pensado pela "gerencia" tá errado) e cada vez menos novidades e contribuições.

Qual foi o estopim desta vez? A seguinte historinha minha:

"Bom estavamos, minha esposa e eu no aniversario de um camarada(repleto de tcholas) e tivemos aquela alucinação coletiva. Como remediar o crescente número de bonecas no nosso meio?

Vale lancar luz sobre isso com um prólogo:Em momentos de perigo e tensão onde muitos bruxos estão reunidos aperte o botão vermelho mais próximo (sempre há) e péééééééém um alarme soará. Em seguida tzip, tzip, tzip! Descerão em cordas homens em roupas pretas, munidos com ripas de madeira e pernas de 3, É A Rapaziada, um grupo de correção em ação organizada para controle da perobada e baitolice em centros urbanos.
A qualquer hora, em qualquer lugar, se você estiver cercado, não tema aperte o botão (confie, ele vai estar lá e "Tundum,Tundum,Tundum,Tundum,Tundum,Tundum,Tundum,Tundum,Tundum,Tundum".

É ripa no lombo das gazelas...."

A historia continua mas não consegui copiar e colar tudo.

Um vem falar que sou preconceituoso. Outro que não entendeu qual foi. Outro que é uma tristeza. Mas ai o engraçado é que todos são justamente... da tal panelinha! Ai fica foda, né?

Essa semana mesmo conto mais causos dessa panelinha, dou os contatos para quem quiser saber mais sobre a violação de direitos autorais dos jogos da Games Workshop no Brasil e retomo o blog com pelo menos duas atualizações semanais!

Já era hora!

março 26, 2006 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (4)

Regras da campanha de W40k

Macragee_1 Para os interessados na campanha que estou organizando de Warhammer 40.000, coloquei no blog: A Conquista de Tahir as regras. Vai ser bastante simples e jogável em 4 fins-de-semana, basta confirmar o local e se vai ser paga ou gratuita.

Jogar uma campanha é legal pois pode-se mudar a lista de acordo com o adversário, e nesta campanha linear não somente seu desempenho mas como os de seus aliados influencia no resultado. Esta é a terceira campanha que organizo, e por ser a menor é a que considero que tenha as melhores chances de dar certo.

Jogadores de 40k, a hora de aproxima!

outubro 25, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (0)

A Conquista de Tahir

Artultramarines_2Não consigo ficar parado em relação a Warhammer. A falta de um verdadeiro lugar pra jogar, as coisas que aconteceram no forum e o esvaziamento de pessoas novas que possam ser jogadores deste wargame maneirissimo me deixam chateado, mas não o bastante para atrapalhar minha diversão e gosto pelo jogo (odeio quando chamam de "nosso hobby").

Sendo assim, nada melhor pra sacudir a poeira que organizar mais uma campanha! Só que desta vez será diferente. Vou seguir o modelo de "campanha linear", sem mapa mas com uma grade de partidas que geram resultados para um dos lados da guerra. Vai ser mais fácil de administrar e mais rápido também. O único requisito é que o número de participantes seja par, e que todas partidas sejam jogadas. Fora isso é marcar e ver quem ganha!

E como trabalho com internet, nada mais apropriado que criar um blog para a campanha... A Conquista de Tahir seque o modelo de blog que deu sucesso aqui, com a novidade que todos participantes poderão postar!

Curiosos, interessados em participar? Basta ter um exército de Warhammer 40k, disponibilidade de tempo e vontade de se divertir!

outubro 19, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (2)

FantasyFest I

Woodelves Neste sábado, dia 08/10 a partir das 11:00, rola na PointHQ de Ipanema o FantasyFest I. Se você tem vontade de aprender warhammer fantasy, o excelente e altamente estratégico jogo da Games Workshop, apareca na loja. Não é preciso levar nada, e o evento é gratuito. Se você tem um exército de WFB, leve somente 1000 pontos e algumas peças de terreno.

E o que é Warhammer Fantasy, afinal? Assim como seu irmão do futuro, Warhammer Fantasy (ou WFB, Warhammer Fantasy Battles) é um jogo de guerra onde se usam destacamentos de miniaturas para representar as tropas. As partidas demoram cerca de 2 horas, e cada jogador deve ter seu material para jogar (miniaturas, dados, trena para medir distância, ficha do exército e livros de regras). WFB, entretanto, é mais que um jogo. A possibilidade de alterar as miniaturas, fazendo conversões, de fazer os cenários usados no jogo e de dar ao seu exército a cara que você quer transforma o jogo em um verdadeiro hobby.

Mas o foco principal não é somente hobby: WFB é altamente estratégico, com fases diferenciadas onde os jogadores movimentam suas tropas, usam magias, disparam flechas, cargam unidades inimigas e lutam em corpo-a-corpo (muitas vezes dá vontade de fazer isso com o jogador adversário...).

No Brasil, infelizmente, o jogo não é vendido, embora suas miniaturas de metal sejam copiadas por alguns piratas e vendidas em feiras e por encomenda. Alguns acham que isto promove o jogo, eu acho que atrapalha, pois impede que nosso país seja visto como sério e um mercado viável para a GW. As regras sofrem do mesmo mal sendo baixadas pela internet em pdfs.

Bom, todos estão convocados para amanha... os que tem exércitos de WFB, é a chance de tirar a poeira dos seus exércitos. Os que não tem e querem aprender, é chegada a hora!

ps. Os armylists que estaremos usando amanha são:

Basta salvar o arquivo e importar no Army builder 2.2c.

outubro 7, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (1)

So long...

Jacksparrow Hoje marcou o fim de uma longa era de contribuições para o forum Warhammer Brasil. Estou saindo devido a, como falei no forum, divergências editoriais e cadastrais. Como não quero nem tenho mais interesse em expandir o papo por lá, algumas pessoas não devem ter entendido o que rolou. Só que aqui o espaço é meu, e posso falar sem censura! Vamos entender o que aconteceu:

A algum tempo atrás, um usuário foi banido do forum por estar vendendo miniaturas piratas, copiadas infringindo direitos autorais, em um forum de warhammer português. Esta pessoa teve a cara-de-pau de insinuar que a pirataria no Brasil era liberada e os piratas eram na verdade artesãos, vendendo seus produtos a vontade. Foi um verdadeiro bate-boca no forum português e este usuário acabou expulso do forum brasileiro, o Warhammer Brasil. Eu fui suspenso por 2 semanas por verbalizar minha indignação.

Paralelo a isso, o forum adotou uma política de coibir qualquer menção a pirataria. Só que um dos patrocinadores do forum vende material copiado! E ai, não é uma certa hipocrisia censurar mas ser bancado por um deles? O PA, no site NoMínimo, colocou uma matéria sobre wargames, e quando a anunciou no forum foi censurado. Ridículo, não?

A gota d'água veio assim: o cara que vendeu material falso pros portugueses, se achando malandro, criou outro usuário e voltou a acessar o forum. Eu comecei a incitar o usuário fantasma, pra ver se ele respondia algo, mas nada. Até que finalmente postou alguma coisa mostrando quem era. Ai perguntei o que seria feito e falaram que rolaria um "perdão" pro cara.

Sendo assim, to fora. Qual a postura deste veículo ao banir em um momento e readmitir em outro? Ao censurar qualquer menção a pirataria e ser conivente quando conveniente? Não quero fazer parte disso. Continuo com meus amigos (feitos lá ou não) jogando warhammer todo sábado na PointHQ, se tiver um próximo torneio organizado pelo Fabrício devo jogar, mas postar no forum nunca mais. Ah, devo postar sim, para anunciar atualizações aqui (dois pesos e duas medidas, o vento que sopra lá sopra aqui). Não sou o primeiro e nem quero saber se serei o último. O forum foi um lugar bem legal a algum tempo, conheci gente que nunca conheceria se não fosse por lá, mas cada um tem seus princípios. Os meus não me deixam concordar com o que rola por lá hoje.

Valeu galera do forum, boa sorte pra vocês. E um abração em especial para: Droid (Japão), Paulo Cavalcanti (Brasília), Tocha, Tom, UltraMarcos e Sílvio (São Paulo), Geraldo (Curitiba), Estevão (Nortelândia), Juber (Cuiabá) e Mortis, Johnny, Bruno, Fabrício, Topa e Zeve (Rio, embora a gente ainda se veja mais nos picos de jogo da vida :) ).

Não mencionei Lustosa, Dudle, PA, Ratskin, Luciano e Ronaldo pq com vocês eu falo todo dia (ou praticamente todo dia :P )

outubro 4, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (4)

Torneio de Inverno 2005

Cartaz_ti_2005 E o dia se aproxima. Neste sábado e domingo rolam no Sesc da Tijuca o Torneio de Inverno de 2005, campeonato que reúne grande parte dos jogadores de warhammer do Brasil. O mais legal do campeonato é ver o pessoal de fora do estado (vem gente até de Pequenópolis, alias, Nortelândia... sabem onde fica?), conferir as miniaturas e pinturas dos colegas e conversar sobre o hobby. É muito legal e apesar de uma maçã podre (todos do meio sabem de quem falo) o evento rola de forma muito legal.

Neste campeonato vou jogar o sistema 40.000, futurista, com o exército da raça Eldar – elfos do espaço, decadentes e

em extinção. A

grande maioria joga com Space Marines, humanos guerreiros que lutam pela glória de um imperador. Joguei o sistema de fantasia nos últimos 3 eventos, ganhando todos os de 2004. Gosto mais do Warhammer Fantasy Battles, me faz lembrar as batalhas épicas do Senhor dos Aneis do Peter Jackson, mas desta vez vou de 40k mesmo - ninguem nunca ganhou os dois e quero ser o primeiro!

Para conhecer mais do jogo, acessem o site da Games Workshop, nosso forum nacional (tem que se cadastrar)e leiam a excelente matéria do amigo PA no site NoMinimo... e deem um pulinho no Sesc, com certeza vocês vão se amarrar!

julho 27, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (1)

O que são wargames, Parte III

Dh01 Warhammer Fantasy Battles e Warhammer 40.000 (WFB e W40k respectivamente) existem desde os anos 80. Em 1981 foi fundada a Citadel Miniatures Limited, empresa da GW dedicada a fazer miniaturas em metal e, logo a seguir, foram incorporados à linha o jogo Space Hulk, onde fuzileiros espaciais combatiam alienígenas em naves perdidas no espaço. Paralelo a isso, a empresa desenvolvia as regras de seus wargames e com a entrada de Tom Kirby, em 1986, tornou-se mais agressiva no mercado e passou por seu primeiro boom. E não foi à toa. Os jogos da GW eram melhores que qualquer coisa no mercado, as miniaturas bacanas e o competidor mais direto era o RPG Dungeons & Dragons, que sofria nas mãos dos conservadores e religiosos dos anos 80. Somando isso à ênfase que a GW sempre deu ao aspecto “hobby” do negócio, incentivando os jogadores a colecionar toda a sua linha, pintar as miniaturas e construir cenários (afinal de contas, a GW vende material para tudo isso...), a “Loja de Jogos” baseada em Nottingham estabeleceu-se como um dos gigantes do ramo.

Mas o que torna WFB e W40k tão especiais?

Isso é fácil. Se você gosta de fantasia, imagine uma raça com que tenha afinidade. Com certeza existe um exército desta raça para você. Hoje o WFB conta com 13 exércitos diferentes com livros dedicados (army books): Empire, Bretonnians, High Elves, Dwarfs, Lizardmen, Orcs e Goblins, Hordes of Chaos, Beasts of Chaos, Dark Elves, Skaven, Tomb Kings, Vampire Counts e Ogre Kingdoms, mas também existem Wood Elves, Chaos Dwarfs e Dogs of War. WFB está em sua sexta encarnação e as regras, se não totalmente claras, deixam poucas dúvidas. Tudo bem, fantasia não é sua praia, você gosta de ficção científica. Quer jogar um wargame num futuro distante (mais precisamente no século 41), onde através de um universo opressor e gótico, pelotões de fuzileiros espaciais lutam para defender o que resta da humanidade de raças alienígenas como tyranids, tau, eldar, dark eldar e orks (com K para ficar diferente do WFB)? E se eu falar que, contra os pobres humanos ainda existem cultistas e traidores, que venderam suas almas para os deuses do Chaos e se aliam a demônios para derrotar seus irmãos? Isto é W40k. Recentemente foi lançada a quarta edição, a melhor em termos de simplicidade de regras, tudo com o objetivo de fazer o jogo mais estratégico e divertido.

A ambientação é legal, como pode ver. Se você curte plastimodelismo, pode jogar também, pois todos os veículos e peças maiores que um “humano” são para montar. E se curte fazer cenários estes wargames são para você.

Mas se jogos de ficção ou fantasia não te trazem apelo... que tal então combater nazistas e o Império Japonês na segunda grande guerra? Outra vertente dos wargames com miniaturas são os jogos históricos, principalmente os de segunda guerra. A escala destes jogos geralmente é menor, em 10mm (ao contrário dos 28mm dos jogos citados acima), mas a diversão é a mesma. Um grande expoente de jogos históricos para este período é o neo-zelandês Flames of War, da Battlefront Miniatures. Com regras um pouco mais complexas que W40K e WFB, Flames of War captura com maestria os combates travados no pacífico e europa. Basta ver a excelente série Band of Brothers ou O Resgate do Soldado Ryan para sentir o drama do conflito e poder participar do maior evento de nossa história sem um arranhão sequer.

Enfim, existem wargames para todos os gostos. Em um futuro próximo mergulharemos nas trincheiras dos jogos citados acima e contarei como eles são, como se joga e como começar. Até lá, mantenha seu rifle ao seu lado, sua espada em punho e suas miniaturas à mão!

maio 23, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (1)

O que são wargames, Parte II

Eldar03 Como mencionado, a variedade é enorme. Existem os jogados com peças de papel representando unidades e mapas, como Squad Leader e Advanced Squad Leader, ambos da MultiMan Publishing. Embora de menor apelo visual, estes jogos são bastante detalhados e ricos em regras, estando o Advanced Squad Leader presente no mercado desde 1985 e Squad Leader desde 1977. Estes jogos foram premiadíssimos e estão sendo redescobertos pelo wargamer de hoje, contando com várias comunidades e grupos de discussão na internet. Entretanto, por mais legal que seja um wargame com peças de papel, em duas dimensões, nada substitui o wargame jogado com miniaturas, em mesas maiores que dois metros quadrados e ricamente detalhadas com cenários. Jogos com miniatura tem um apelo visual mais rico e o nível de detalhamento é tal que basta montar a mesa com cenários e os exércitos que a mente começa a viajar. Entretanto o fator visual não é tudo. A qualidade das regras faz muita diferença, pois de que adianta ter miniaturas espetáculares e regras fracas? Devido a isto, muitos wargames não emplacam no mercado, como o jogo de pequenos combates (escaramuças) Chainmail, do gigante Wizards of the Coast. Este wargame tinha tudo para dar certo: ambientação nos mundos de Dungeons & Dragons, miniaturas bem esculpidas e uma base de jogadores em potencial gigantesca... mas o fracasso de vendas foi enorme, muito devido às confusas regras do jogo. Ter que competir com outros jogos de escaramuças em ambientações fantásticas, já bastante populares no mercado foi difícil - principalmente se um dos jogos em questão é o Confrontation, da empresa francesa Rackham.

Confrontation tem as miniaturas mais legais do mercado. Cada pacote de minis vem com as regras e o jogo basicamente pede que você monte bandos de poucas miniaturas e enfrente seus inimigos. Como raramente está montando exércitos com mais de 10 peças, fica viável e acessível e as regras simples e diretas facilitam a popularidade. No Confrontation pode-se jogar com lobisomens, mortos-vivos, cavaleiros, anões, goblins e muito mais. Nada de original, mas é um jogo rápido e bem divertido.

Ainda no quesito “fantástico” existem os indiscutíveis jogos da Games Workshop, empresa inglesa com sede em Nottingham (já estive lá duas vezes e a sensação é de se estar entrando na Disneylândia) e com faturamento, em 2004, de 151.8 milhões de libras. Sim, é este número que você leu mesmo, 151.8 milhões de libras. Em reais daria cerca de R$600 milhões... Se o lucro foi de 12 milhões de libras, como pode ser visto no site de investidores da empresa, a GW investe pesado no hobby. A GW detém os direitos autorais para wargames de uma das maiores franquias de nosso tempo, a marca Senhor dos Anéis. Devido ao estrondoso sucesso da trilogia, a GW faturou alto com este jogo e pretende lançar material novo por pelo menos os próximos 3 anos. Mas Senhor dos Anéis não é nem o jogo mais popular nem o mais famoso da GW. Apesar de contar com excelentes vendas, Gandalf e cia. terão que trabalhar muito para bater Warhammer e Warhammer 40.000, os wargames mais famosos do planeta.

Curioso? Volte em breve e saiba mais sobre o jogo de miniaturas mais popular de todos os tempos!

maio 20, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (0)

O que são wargames?

Eldar04 Os primeiros raios do sol da manha trazem pouco calor e conforto para as centenas de guerreiros elfos organizados em divisões de lanceiros, cavaleiros e máquinas-de-guerra. O frio sobrenatural que cobre como um manto inclemente a planície penetra pelas capas e casacos de couro usado pelos soldados, gelando o metal das armaduras de encontro com sua pele e fazendo com que a sensação de morte inevitável seja mais e mais presente. Este sentimento inquietante é, entretanto, interrompido com o som estridente do grito de cinco grandes águias, aliadas de centenas de batalhas, que mergulham como flechas das nuvens e exibem suas majestosas asas em esplendoroso vôo para os elfos. A visão de Gwaerion Moonbow de pé sobre Tillirfar, a maior delas, surfando os céus enquanto empunha o Arco do Navegante, devolve o espírito de luta e vontade de vencer para os combalidos soldados de Ulthuan, que se enchem de coragem e levantam suas armas em um uníssono bélico capaz de derrotar qualquer inimigo!

Com um forte brado, os elfos avançam, prontos para enfrentar os mortos-vivos comandados pelo General Mortis, arqui-inimigo de Gwaerion. Certos que devolverão à terra os ossos dos mortos, eles avançam para o combate comvencidos de que a vitória é sua!

Se o texto acima lhe tem algum apelo ou se vibrou quando viu os épicos combates genialmente filmados da trilogia Senhor dos Anéis, o início de Gladiador ou até mesmo as majestosas batalhas espaciais de Guerra nas Estrelas você tem que jogar um wargame. Partindo do pressuposto que você gosta de jogos (senão não estaria lendo esta matéria, muito menos esta revista) e curtiu a idéia de ser um general liderando um grande exército, o hobby de jogar wargames é algo que vai mudar sua vida. Leia adiante e veja como, assim como Gwaerion Moonbow, você pode escrever seu nome na história!

Muitas pessoas acham que wargames são derivados de RPGs ou jogos de tabuleiro. Na verdade, os eles existem há centenas de anos, sendo usados no oriente ou europa medieval para simular combates entre nações e definir as melhores táticas de ataque (que além de dizimar os inimigos minimizariam as perdas do lado aliado). Escolas e academias militares sempre usaram jogos de guerra para treinar seus líderes e a vontade de fazer guerra eventualmente vazou para o mundo civil, permitindo que reles mortais como nós liderem gigantescos exércitos em combates titânicos. Do xadrez ao Warhammer, basta o jogador escolher um palco, um exército para liderar e encontrar um jogador. O mais legal dos wargames de hoje é o fator “Coleção”: Os wargames modernos são jogados com minuaturas de 10mm a 28mm altamente detalhadas e existem centenas de pessoas que têm mais interesse por colecionar as miniaturas que jogar. O jogo também tem alto apelo para hobbistas, pois além de serem colecionáveis, muitas peças requerem montagem e pintura. Sendo assim, o wargame hoje em dia é divertido para vários perfis, tornando-o bastante popular.

Se achou interessante, volte daqui a alguns dias, quando poderá ler mais sobre estes maravilhosos jogos de estratégia!

maio 17, 2005 in Wargames e Miniaturas | Permalink | Comments (0)