The Most Dangerous Game

Ultxmentp11 Bom, comecou muito bem, mas ultimamente tem estado bem fraco. Parece que nosso amigo Brian K. Vaughan está perdendo o gás, e produziu o segundo tp fraco seguido. Com Joss Wheldon arrebentando nos outros x-titulos, quanto tempo será que Vaughan dura comandando este grupo?

O décimo TP, Cry Wolf, fala da volta de Gambit, seus romances, e tem como vilões principais os irmãos Fenris. Quem? Sim, os irmãos Fenris. Na linha Ultimate, a Marvel tende a revitalizar algumas de suas propriedades, e tentou fazer desta dupla fracassada algo que preste. Na minha opinião, errou por longe. E mandou outra bola fora com o novo tp, The Most Dangerous Game.

No décimo-primeiro da série, ainda escrito por Vaughan, somos apresentados a Longshot (que demorei a reconhecer), Mojo (um gordo albino com dreads) e a ilha de Krakoa (lembram dela?). O mito dos mutantes na Marvel é bem grande, são décadas e mais décadas de personagens, situações, encontros... a série Ultimate X-Men podia crescer um pouco e, ao invés de fazer revival de coisas antigas, criar umas novidades. Tudo bem que esta não é a proposta, mas as mudanças em Ultimate X-Men não estão boas. As vezes me parece que o autor não sabe o que mais escrever, escolhe uma porcaria qualquer do passado e dá um “plot-twist”.

Enfim, comprei, li e não gostei. Provavelmente vou comprar o próximo, mas a empolgação com certeza não será igual a de ler o segundo TP de The Ultimates 2, por exemplo...

setembro 27, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (0)

WE3

We3big O nome Grant Morrison é certeza de sucesso. Desde os primordios de sua carreira, quando este escocês, após deixar a britânica 2000AD e ir para a DC estourando com Asilo Arkham (onde vendeu 500,000 copias na primeira tiragem), este autor e criador vem criando sucesso após sucesso. Homem Animal, X-Men, Quarteto Fantástico, The Invisibles (que influenciou os irmaos Wachowsky na criação de Matrix), Authority (com Warren Ellis e Brian Hitch) e mais recentemente WE3, que tive o prazer de ler ontem a noite.

WE3 conta a historia de 1,2 e 3. Um labrador, gato e coelho respectivamente, estes animais de estimação são capturados pelo governo e transformados em ciborques assassinos. Fazem o trabalho sujo do pentágono até que uma cientista, temendo pela vida de sua criação, os solta. E ai a história é um verdadeiro hack'n slash, com o exército correndo atrás e os adoráveis bichanos indo pra casa.

A história poderia ser bem idiota, digna de uma sessão da tarde, mas Grant Morrison consegue dar aquele toque especial, e torcemos pelos animais em sua desenfreada matança para que cheguem rápidamente a seu lar. A arte de Frank Quitely é espetacular, colorida digitalmente, e chega a ser assustadoramente realista na demonstração gráfica da violência.

As cento-e-poucas páginas voam, deixando aquele gosto de quero mais. Vale muito a pena. A Vertigo se estabelece cada vez mais como a melhor editora de quadrinhos adultos, e é uma pena que tão pouco seja traduzido para o português. Cuidem bem dos seus bichos, porque nunca se sabe... o hamster de hoje é o robocop de amanha!

setembro 22, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (0)

Quadrinhos, nerds e Nova Orleans

Nodwick Nerd, dork, gamemaniaco, viciado em cards, jogos de computador, em filmes de Ficção Científica, de Aventura, jogar RPG, ler muitos livros, quadrinhos... Se você se identifica com alguma coisa do acima, com certeza vai curtir muito os quadrinhos de Aaron Williams e John Kovalic.

Ambos são responsáveis pelos excelentes quadrinhos sobre a comunidade de jogos Dork Tower, Nodwick, PS238 e Full Frontal Nerdity. Ao ler minha dose semanal, me deparei com o tema "Nova Orleans" em quase todos os sites. Engraçado isso, morar num pais onde, ao passar por um desastre natural, todos esforços se voltam para a solução daquele desastre (Não que o que está sendo feito no Iraque não precise ser finalizado e consertado o mais cedo possível). Ambos autores colocaram banners em seus sites para os esforços de reconstrução e ajuda aos sobreviventes. O fizeram anos atrás após 11/09.

Acho isso legal. Por mais que o povo americano tenha esse estigma de querer dar jeito no mundo, são solidários e prestativos com seus iguais.

E se fosse no Brasil? Quantos esforços teriamos que fazer para consertar a violência no Rio de Janeiro, o tráfico de drogas, a pobreza e mendicância nas ruas e a corrupção no nosso governo? O Brasileiro é tão prestativo e solidário quanto o Americano. O problema é que, no nosso país, somos tão mal governados que a nação parece com o time do Flamengo: Se empata é lucro...

setembro 12, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (3)

Terminou? Quem disse?

Gibi_news_starwars_preview_hughes Para quem quiser ver mais fatos ligados a Star Wars Episódio III : A Vingança dos Sith, pode comemorar: a Dark Horse trará, para o fim do ano, mais um oneshot com as conseqüências do filme.

Darth Vader teve seu corpo deformado, e agora está preso à maldita armadura negra, mas ele tem como transpor este ódio interno: matando Jedis. A nova edição especial mostra a caçada de Darth Vader aos Jedis ainda vivos, uma carnificina que fez Vader tornar-se uma das figuras mais temidas do Império. A equipe criativa de Star Wars: Purge será formada pelo veterano John Ostrander e arte de Doug Wheatley - que fez a adaptação do filme. Adam Hughes foi convocado para produzir a capa.

Falando nisso, Lucas é mestre em juntar mercadologicamente todas as pontas possíveis e imagináveis. Ganha dinheiro no Cartoon Network com Clone Wars (fiquei sabendo que o CN as vezes tem a maior audiência da TV fechada), ganha dinheiro (e põe dinheiro nisso) com brinquedos, e até ganha dinheiro com cinema. Com quadrinhos, ele nem ganha tanto, mas faz o bastante para estar presente em todas as frentes e mantendo a marca dele na cabeça das pessoas.

George Lucas é o verdadeiro Midas.

setembro 9, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (1)

100 Bullets

100bullets O que você faria se recebesse uma maleta com uma pistola e 100 balas, e a informação que nada aconteceria contigo caso resolvesse usa-la para corrigir um erro passado?

É exatamente disto que se trata esta linha de histórias, aparentemente desconexas, que Brian Azarello e Eduardo Risso nos oferecem. O primeiro TP, First Shot, Last Call, trata da história de uma ex-presidiária latina, Dizzy Cordova, que recebe a dádiva para vingar a morte de seu filho e marido. Um pouco de investigação e pistas deixadas pelo misterioso “Agent Graves” a levam aos verdadeiros assassinos, quando toma a lei em suas mãos. O segundo TP, “Split Second Chance”, conta várias histórias, com Dizzy novamente aparecendo e outros personagens como Lee Dolan, dono de restaurante que, ao ser acusado de pornografia infantil, tem sua carreira arruinada. O ritmo é tão bom quanto First Shot, Last Call e aprendemos mais sobre Graves e os misteriosos Minutemen.

Brian Azarello é um escritor de mão-cheia, tendo produzido excelentes tramas em Hellblazer, Batman, Cage, Superman e Batman. O considero um dos maiores escritores de quadrinhos dos dias de hoje, bastante polivalente e criativo. Eduardo Risso, dono dos traços que ilustram 100 Bullets, tem uma arte peculiar, nada comercial. Já ilustrou Batman (a saga “Broken City” foi inclusive feita com esta mesma parceria) e os alternativos Jonny Double, Red Moon e Vídeo Noire. A Vertigo, selo da DC de quadrinhos adultos, foi muito feliz em colocar os dois juntos, com sucesso similar ao da dupla Loeb/Sale, e 100 Bullets certamente vai ficar entre os clássicos dos quadrinhos.

junho 17, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (1)

A Melhor Defesa

Homemdeferro O que faz uma historia em quadrinhos maneira? Com certeza um bom desenhista ajuda. Se for colorido “image-style”, com o photoshop ajudando a dar aquele tom quase real a revista, fica quase imperdivel. Mas para ser excelente, aquela revista que voce le e recomenda para todos, tem que ter um negocio chamado “historia”.

Esta revista do Homem de Ferro carece justamente disto – uma boa história. Tony Stark já teve seus bons momentos quando lutava contra o Mandarim, ao lado dos Vingadores e com a Shield. Já foi alcoólatra e playboy; mas esta nova história, com o Homem de Ferro a caminho de ser ministro de defesa dos Estados Unidos, não é boa. Muito papo furado, muita enrolação e pouca ação fazem desta revista uma história atípica de super-heróis. São 132 páginas de blá-blá-blá a um preço de R$13,90. John Jackson Miller, autor da história, não foi feliz. Jorge Lucas, desenhista, até que acertou, mas seu colega roteirista mandou mal.

A trama se passa com o governo americano usando tecnologia Stark para desenvolver uma nova leva de super-soldados, e Tony acaba sendo envolvido na escolha do novo secretário de defesa, não para ajudar a escolher, mas para ser O secretário. E quase 80 páginas se desenrolam até vermos alguma ação, quando um problema em um dos equipamentos leva o Homem de Ferro a surgir e intervir.

Quando não gosto de uma revista fico sem vontade de terminar, e me forcei umas 33 vezes para acabar ler essa. São poucas as edições especiais que saem no Brasil, e esta e certamente um desperdiço.

Prefiria ler algo como War Machine – recem relançado nos States e muito melhor que esta porcaria da Marvel. Nota 4, mais pela arte que qualquer coisa.... A Panini vem fazendo um bom trabalho com os quadrinhos no Brasil, mas a meu ver deu uma bola fora com esta revista.

junho 7, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (4)

Arrowsmith

Arrowsmith Ao visitar a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, algumas semanas atrás, comprei um tp que havia sido recomendado pelo amigo Silvio: Arrowsmith, A Guerra da Magia (nome totalmente diferente do original americano, chamado "So smart in their fine uniforms"). Traduzido pela Devir e mantendo a qualidade das publicações americanas, com papel couchet e capa especial, esta historia de Kurt Busiek (conhecido pelo excelente Astro City) e Carlos Pacheco (LJA) é uma das melhores que li nos últimos tempos.

Ao ler a revista conheçemos a história Fletcher Arrowsmith, filho de trabalhador pobre nos Estados Unidos (ou melhor, no que neste mundo é o pais norte-americano) que vai lutar contra a invasão prussiana na europa, sendo esta a I Guerra Mundial. Só que Fletcher é um aviador, voando com pequenos artefatos mágicos presos a suas botas que, para voar, usam a magia de voo das dragonetes que os acompanham. E essa é a tônica de Arrowsmith... dragões, salamandras, vampiros, lobisomens e muita magia! Ao longo deste majestoso conto conhecemos o protagonista e o vemos se transformar de um garoto do interior a um verdadeiro lider. Tudo bem que este "mote" já tá meio batido, mas nosso amigo Busiek foi tão feliz com o que escreveu que fica a impressão que nunca tinhamos visto uma história assim antes. Outra coisa que contribui é a arte. Carlos Pacheco lembra muito George Perez e Adam Hughes, e seu traço limpo e quadros bem diagramados não deixam margem para o erro, mas seria fácil fazer besteira com uma história tão "viajante". Pacheco encarou o mundo de Arrowsmith e o ilustrou com maestria.

No Brasil, a encadernação contém as seis revistas do arco "So smart in their fine uniforms", lançado nos Estados Unidos pela Wildstorm. A história é tão boa que, quando terminei de ler, vim correndo pra web pra procurar o que mais saiu de Arrowsmith! Dá vontade de contar mais, mas com somente seis capítulos em um tp de cerca de 160 páginas, se eu falar muito estrago as surpresas!

Podem ler, tenho certeza que vão gostar!

maio 26, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (1)

Mas que garoto infernal!

Hellboy2_1 Hellboy foi um dos primeiros quadrinhos independentes que li, e apesar de na época torcer o nariz para a arte diferente, fui cativado instantâneamente pela história do garoto demônio trazido do inferno pelos nazistas. Com o tempo fui apreciando cada vez mais o que Mike Mignola trazia, e hoje considero Hellboy um dos meus 10-Mais dos quadrinhos.

A arte nada convencional, mais reta e estilizada, se mescla perfeitamente com o estilo de escrita e narrativa dinâmica que Mignola impõe em Hellboy. Wake the Devil, o segundo TP, me deixou apaixonado pela história, e lembro que ao compra-lo no stand da Devir em uma bienal do livro anos atrás fiquei maluco a procura de mais e mais Hellboy.

Estava determinado a ir ao inferno para ter mais!

Logo em seguida comprei Seed of Destruction, e a partir dai comecei uma caçada infernal por tudo que a Dark Horse havia publicado. Hoje tenho a coleção completa de todos os TPs, assim como dois TPs de B.P.R.D. (o departamento para qual o Hellboy trabalha, que devido a ter personagens tão populares quanto o garoto do inferno ganhou uma publicação própria). E olha, caro leitor, que a Dark Horse publicou bastante coisa!

Mas porque Hellboy é tão legal? Quem gosta de qualquer história do Indiana Jones vai gostar de Hellboy. Ele mistura as mesmas coisas que vemos nos filmes de Indy: Nazistas (o arquétipo do vilão ideal), ocultismo, seres estranhos, situações estranhas em lugares exóticos e um humor cínico típico de um anti-herói. A medida que a história evolui e descobrimos as origens e propósito de Hellboy na Terra vemos um senso de urgência se desenvolver que fica praticamente impossível largar a revista. Os personagens secundários são tão interessantes que suas histórias paralelas não deixam o ritmo cair. Misturando isso tudo a super-herois (afinal de contas, o dito-cujo não é um mero mortal) temos uma das melhores publicações em quadrinhos dos últimos anos.

Os tps de Hellboy são:Seed of Destruction; Wake the Devil; The Chained Coffin and others; The Right Hand of Doom; Conqueror Worm; Odd Jobs; Odder Jobs; Weird Tales; Weird Tales 2 e Hellboy Junior.

Os tps de B.P.R.D. são: Hollow Earth and Other Stories; The Soul of Venice and Other Stories e A Plague of Frogs.

Para sorte do leitor brasileiro, a Mythos editou no Brasil em 1998 “Sementes da Destruição”, publicado por aqui em duas partes. Logo em seguida lançou “O Despertar do Demônio” (tres partes) , Hellboy & Ghost (edição única), Hellboy & Savage Dragon e “O Gigante Infernal” (em duas partes). Ou seja, deem uma olhadinha nos e-comics disponíveis no site da Dark Horse ou façam melhor: corram atrás do capeta nos sebos deste Brasil!

abril 9, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (3)

De volta a era de Apocalipse

Ageofapocalipse 10 anos atrás os leitores e fãs de X-Men ficaram chocados com a introdução de um mundo mortal e incrivelmente diferente: A Era de Apocalipse (The Age of Apocalypse).

Este mundo era uma realidade alternativa onde o mutante Apocalipse tomou controle da Terra e o refez em sua própria imagem. A medida que o medo tomava conta da população, surgiram os X-Men, um grupo de mutantes lutando para libertar o povo do jugo impiedoso do louco regente Apocalipse.

Esta trama faz aniversário em 2005, e para homenagear uma das melhores sagas de todos os tempos a Marvel lança em breve uma nova série voltando a Era de Apocalipse.

Agora Magneto e seu bando de mutantes se tornaram os protetores do povo. Muitos dos soldados de choque de Apocalipse ainda estão livres e está nas mãos dos X-Men os levarem a justiça.

Esta série promete ser uma das melhores de 2005!

abril 3, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (1)

Avengers Disassembled

AvengersExistem coisas que são pra sempre. A comida da mamãe, a primeira namorada, o verdadeiro amor, a primeira vez que jogamos RPG... mas como dizem Robert Plant, Jimmy Page e Heráclito de Éfesus  "Todas coisas vem a passar". Esta foi a sensação que tive ao terminar de ler o tp "Avengers Disassembled" de Brian Michael Bendis e David Finch. Esta publicação da Marvel (coletãnea de Avengers n.500 a n.503) conta como acaba o grupo dos herois mais poderosos da Terra. Ao terminar de ler não pude deixar de lembrar de como esperava ansiosamente a extinta "Herois da TV" para ler as aventuras do Capitão América, Visão, Homem de Ferro, Thor e cia. A primeira coisa que pensei ao começar a colecionar HeroClix foi: "Vou ter todos os Vingadores".

Agora não tem jeito, acabou.

A saga começa com a volta de um membro pensado morto, segue com a loucura de dois membros e a quase-destruição do grupo em um combate titânico. A trama se desenrola com maestria até descobrirmos quem está por trás da derrocada, e fecha a história com chave de ouro. Nova Iorque passou por muito nos últimos anos, e sofre mais este duro golpe com o fim dos Vingadores (spoiler: Até a famosa mansão é destruida!!!). O evento é tão cataclísmico que repercutiu em quase todas revistas que fazem cross-over com os Vingadores, como Capitão América, Thor e Homem de Ferro.

Entretanto, nem tudo é tristeza: Fiquei sabendo que será lançado um DVD com um desenho exclusivo dos Vingadores (boatos que será da série Ultimates) e a própria revista Ultimates segue a todo gás, sendo um sucesso tremendo de público e crítica (eu particularmente acho muito melhor que a Vingadores do "universo oficial". A marca e conceito dos Vingadores é franquia milionária da Marvel, vende milhões de dolares em revistas e brinquedos por ano e com certeza vai continuar vendendo, tanto que acabo de ler a sinopse da nova revista "The New Avengers"... ou seja, seguindo o padrão Marvel, o fim é quase sempre o início!

abril 1, 2005 in Quadrinhos | Permalink | Comments (2)